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Latam 09/07/2026

Argentina (Vale do Viedma): Mais de 130 produtores patagônicos fornecem cebolas para o Brasil e o Paraguai.

O Vale de Viedma abriga uma das principais áreas produtoras de cebola da Patagônia.

A cebola continua sendo uma das culturas hortícolas mais emblemáticas do Vale do Viedma. De acordo com dados da safra 2025/2026 fornecidos pelo Instituto de Desenvolvimento do Vale Inferior (Idevi), 1.853 hectares foram plantados nesta temporada.

A agência explicou que esses números refletem uma estimativa das intenções de plantio e observou que, como se trata de uma cultura anual, a área dedicada à cebola tende a variar entre as safras, dependendo da rentabilidade do ano anterior.

Culturas anuais como a cebola são influenciadas, em parte, pelos preços alcançados na safra anterior. Um ano de bons preços geralmente resulta em um aumento da área plantada na safra seguinte, e vice-versa, segundo Idevi. A atividade envolve atualmente mais de 130 produtores no Vale de Viedma, entre proprietários e arrendatários.

Uma característica notável do setor é que grande parte da produção ocorre em terras arrendadas. Os contratos de arrendamento geralmente são feitos mediante o pagamento de um número específico de sacos de cebola por hectare ou um valor fixo por hectare.

A estrutura de produção é dominada por pequenas propriedades rurais. Segundo dados oficiais, 57% dos produtores cultivam menos de 10 hectares; 27% trabalham entre 10 e 20 hectares, enquanto os 15% restantes cultivam mais de 20 hectares.

A produção de cebolas no Vale Inferior é fortemente voltada para a exportação, sendo o Brasil o principal mercado, seguido pelo Paraguai, enquanto uma parcela menor é destinada ao mercado interno. O comportamento desses mercados influencia diretamente as decisões dos produtores no planejamento da nova safra.

Para contextualizar, o relatório destaca que 1.853 hectares foram plantados na safra 2025/2026, em comparação com 2.884 hectares no ano anterior. Idevi explicou que a área plantada está intimamente ligada aos preços obtidos nas safras anteriores. Nesse caso, a redução deve-se principalmente à baixa rentabilidade da última safra. Os baixos preços pagos aos produtores dificultaram a recuperação do capital necessário para o replantio, em uma cultura que exige um investimento inicial significativo.

Olhando para a próxima temporada, a agência indicou que não são esperadas mudanças significativas no mercado neste momento. "Está dentro da faixa normal para este tipo de atividade. Veremos se haverá alguma alteração de preço nos próximos 45 dias", afirmaram.

Fuente: rionegro.com.ar


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