Viernes 22 de Octubre de 2021
El portal de la papa en Argentina
-6.38%Variación precio
puestos MCBA
  • Cielos nubosos con lluvias débilesBalcarceBuenos Aires, Argentina
    11° - 18°
  • Intervalos nubosos con chubascos tormentososVilla DoloresCórdoba, Argentina
    16° - 31°
  • Cielos nubosos con chubascos tormentososRosarioSanta Fe, Argentina
    16° - 29°
  • Intervalos nubososEstacion UspallataMendoza, Argentina
    - 22°
  • Intervalos nubosos con lluvias débilesCandelariaSan Luis, Argentina
    17° - 32°
  • Intervalos nubososChoele ChoelRío Negro, Argentina
    - 21°
  • Cielos despejadosSan Miguel de Tuc.Tucumán, Argentina
    16° - 33°
Ampliar
 Buscador de Noticias
Latam 27/09/2021

Brasil: Produção baiana de batata abastece todo o Nordeste

Com um número total de 387 mil toneladas de janeiro até agosto deste ano, a produção de batata na Bahia aumentou 93,5% em relação ao mesmo período de 2020.

Essa é uma cultura importante não só para a economia local, mas para toda a região. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sinalizam que a Bahia centraliza 99,95% de toda batata cultivada no Nordeste e, por conta disso, é responsável pelo abastecimento desse mercado.

O estado tem cerca de 8 mil hectares para plantação de batata e representa 10% de toda a produção do país, ocupando o 5º lugar no ranking, de acordo com a Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri). O aumento na produção este ano teve relação também com o crescimento da área dedicada à cultura que, comparada ao ano passado, aumentou em 59%, cerca de 3 mil novos hectares.

João Paulo Caetano, coordenador de contas regionais da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), explica que esse aumento na produção se deve principalmente pela recuperação do que foi uma baixa em 2020. “O fator climático não propiciou uma boa colheita ano passado, então a safra foi abaixo do esperado já que, na média, a produção estava em 300 mil toneladas e caiu para 200 mil", contextualiza.

A Fazenda Sol do Paraguassu, com 250 hectares para batata, está localizada a cerca de mil metros de altura em Mucugê e foi uma das produtoras que sentiram o aumento este trimestre em comparação a 2020. “Estávamos com um índice muito baixo na barragem no ano passado e tiramos o pé, fomos obrigados a diminuir”, conta Hildo Aguiar, responsável pela produção agrícola da fazenda.

Produtores otimistas

Hildo acredita que o aumento na Sol Paraguassu foi em torno de 60%: “Com certeza as chuvas que ocorreram no verão trouxeram muita esperança para os produtores baianos”. Além do clima propício, ele também destaca que houve um incentivo econômico, que “os bancos tiveram financiamentos melhores nessa área”, principalmente porque a demanda por batata tem aumentado.

Kátia Lima, técnica da Seagri, explica que, como hoje a batata é produzida basicamente em Mucugê e Ibicoara, “o aumento da produção no agropolo desses dois municípios acaba tendo um efeito grande no estado inteiro”. Essa região na Chapada Diamantina é muito importante pois, apesar do 5º lugar da Bahia no ranking nacional, o rendimento por hectare é 50% maior que a média do país.

Dentre os fatores que explicam uma produção de quase 50 toneladas de batata por hectare, o clima e o relevo são alguns deles. O pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Giovani Olegário, explica que “a região tem grandes rendimentos e vantagens muito boas porque está em altitude elevada, o clima é adequado e o nível tecnológico é alto”.

“Pode não ser tão grande a área, mas é uma produção e um mercado importante por atender a região”, conta o pesquisador. “A batata é muito pesada, então custa bastante o transporte, mas por causa da localização geográfica, a Bahia consegue entregar para as capitais do Nordeste com um custo de frete muito menor”, explica.

Hoje, ter o plantio da batata na Bahia “é essencial porque faz com que o preço se estabilize, barateia o produto final”, afirma João Paulo, coordenador da SEI. Ele ressalta que a batata representa em média 3% do valor da agropecuária e aproximadamente 0,3% do PIB estadual. “É uma participação bem considerável já que há pouco tempo havia baixa capilaridade na produção, era incipiente, mas nos últimos anos tem se tornado grande”, conta.

Fuente: atarde.uol.com.br


Te puede interesar